sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Aconteceu então uma grande discussão.
Ouvi coisas amargas, assustadoras. Agora meu ouvido se manifesta doendo - acho que meio inflamado.


Me diga, até onde vai a força das palavras?

domingo, 6 de dezembro de 2009

lonesome

Desilusão não tem cura, é apenas aceita. A gente não suporta, finge. Depois sai por aí com remendos no peito e com pedaços descolados que caem - até alguém pegar- e não voltar nunca mais. Desilusão é foda e cheia de dor. Desilusão é como tapa na cara, cheio de amor...

sábado, 28 de novembro de 2009

Somos assim...

Às vezes presente, em outras passado.
Presos por uma invisível corrente
De elos pendentes,
Quebrados.

Telefonemas a todo instante?
Acabados.
Somos assim
Períodos de começos, fins e meios
Sem freios.
Por mais que pertos
Distantes.

Por aí dizem 'Loucos'
Separados
(por tão pouco.)




(Ouvindo 'Pra Te Lembrar - Caetano Veloso')

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

3º ano Csjosé 2009.

Talvez seja mais um desses nossos medos, indícios de adolescência. É um frio na barriga que a gente segura, fingindo não estar sentindo, porque nossas identidades nos acusariam velhos demais para sentirmos isso.
A direção agora é só nossa, embora muitas vezes ainda gostaríamos de estar no carona, como costumávamos fazer, com o som alto, cantando qualquer uma dessas nossas canções temas, dançando a liberdade em cada um dos movimentos.

Talvez a saudade já seja uma velha conhecida para todos nós. Mas ela é sempre nova e certeira. E como em toda ou qualquer mudança, vai ser difícil sim. Vai ser quase impossível não ouvir a saudade gritando dentro de nós, a cada foto, palavra, música ou lembrança.

Saudades daqueles encontros em pleno sábado à noite, quando o nosso compromisso com a vida era apenas...VIVER. Daquelas festas pra jogar papo fora, tempo, paradigmas, o que mais tivesse que ser, para no dia seguinte tudo virar resenha!!
Daquelas farras homéricas onde quase todo mundo conheceu o gosto do outro, as dores, os limites, as verdades, os desejos e a vontade de ficar até mais tarde...Horas para estar com pessoas que antes você mal conhecia a fundo, mas te fazem tão bem como se fossem parte da sua vida desde sempre. Saudade das tardes, das praias, reuniões, comemorações, filmes, gargalhadas, das histórias, das loucuras, dos sonhos, da companhia..de saber que caso tropece ainda há tempo para levantar - e alguém pra ajudar. De saber que a aula pode esperar essa dor de cabeça que ganhamos pelos nossos goles de vontade de curtir e aproveitar mais. Saudade dos recadinhos mandados em aula, de ficar na escada preta, da fila para o lanche. Das provas adiantadas, extras, divididas, das que não foram feitas. Dos motivos inexistentes para se brindar, para anunciar uma festa, qualquer minuto que fosse.

Saudade de saber - QUE MERDA - amanhã tenho aula 7 horas da manhã. Saudade de todos, de cada um de nós que fomos ao longo desses anos de Colégio São José, entre melhores, iguais ou piores.

Saudade incurável de anos que sabemos que não vão voltar. Que não serão iguais em nenhum tempo desta caminhada. Anos que prenunciavam a vida por completo, sem intervenções, servidos a litros de prazeres, amores, dores... de eternas amizades. Lembranças vivas para sempre.

Em uma única palavra: ETERNO.

Mais um poema pra não se ler...

(ou fingir que não vê..)

Diluir o medo

Solidão voltando
Entre beijos, juras e telefonemas
Um vazio insiste em rondar
No ar

(Achei que a poeira
tivesse abaixado
- Tudo errado! -
Vontade de escancarar a janela
E o coração
Mas não).

Como fazer agora que já sou você?
Como fazer se os sonhos futuros já são para dois?
Sempre que me faço inteira
Faz com que me corte em meia
Sem nenhuma explicação na segunda-feira

E o ardor
A dor
Inconsolavelmente
Ainda amor.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Por perto.

Quanto mais eu sinto falta de ter você por perto, também sinto vontade de ficar sozinha. Talvez as pessoas ao nosso redor não entendam que preciso te ter junto a mim - e acredito que o inverso hoje se faz presente-. Nem que seja apenas por algum momento ou por algumas palavras. Mas sei que preciso - especialmente - da sua atenção. Dessa vez não me senti tão fraca, mas você sempre me faz sentir mais forte, mais confiante e às vezes interessante. Mesmo por tudo o que já aconteceu e por tudo que passamos, me pego pensando em não passarmos mais. Não é arrependimento, nem vontade de voltar atrás.

Mesmo querendo ficar sozinha, me vejo cercada de ninguém..apenas preciso da sua companhia.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

CLASSIFICADO

Vendo urgente dor semi-nova, com pouco uso, leve arranhão dentro do peito esquerdo causado por um sorriso irresponsavelmente atirado pela janela. Aceito troca por alegria mesmo que com defeito ou melancolia regada a chocolate, cerveja ou até coca-cola.
Não será aceita esperança porque, mesmo sendo a última acaba morrendo; muito menos decepção, porque o estoque no coração está cheio.
Favor tratar com a proprietária. Obrigada.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Carta para o amigo coelho.

Sr. Coelho,

Por mais que eu tente, tem sempre algo querendo me fazer crescer. Sempre tem algo que me faz perceber que os sentimentos das pessoas deixaram de ser valorizados ou considerados. Quanto mais buscamos sensações boas e verdadeiras, sempre tem alguém disposto a destruí-las. E toda noite fico a pensar como ainda bate meu coração aqui no peito e como ele - teimoso que nem a dona - insiste em acreditar nas pessoas e na sinceridade humana.
Estou logo lhe avisando, amigo Coelho, tome muito cuidado com as pessoas! Porque muito pior do que ter que pintar "as rosas de rosa" é descobrir como elas podem ser insensíveis aos nossos corações, indiferentes aos nossos sentimentos e inconsequentes em seus atos. Na maioria das vezes, elas tem uma aparência doce, mas seu interior é mais pavoroso que a Rainha de Copas.
É por isso, que aqui me despeço. Cansei de perseguir algo que não é real, que foi tudo uma grande ilusão. Só Deus sabe o quanto me iludi e como sofro por isso. A cada dia que passa, eu deixo de ser um pouco a Alice do país das maravilhas para me tornar cada vez mais um coração duro e gelado. O machucado da alma é o mais profundo de todos, pois o melhor remédio só pode vir de dentro e com o tempo.


Seu Coelho, o pior de tudo é que eu não sei como vou embora...

sábado, 10 de outubro de 2009

Assim que quer, assim será...

Depois dos dias sem se falar, das conversas sem muitas palavras... vem as verdades. Um texto triste estampado na minha cara, uma janela aberta e o vento triste nos nossos rostos. Esperei te ouvir dizer que era cedo para partir, que não precisava ser assim. Esperei ver meu coração confessando, seus olhos desejando a ponto de me impedirem de ir. Não aconteceu. Não havia mais nada a nos prender, portanto; nem a culpa, nem o medo, nem o tempo de partir.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

HELP

Socorro! Ei, você ai me ajude! Preciso de uma maca, de iodo, gase, éter, correndo, correndo! Anti-hemorrágico, soro, oxigênio; Enfermeiros, milagreiros, cirurgiões e curandeiros URGENTE! Pegue a morfina! Mais doses de morfina!
Sangue tipo O ou de qualquer outro tipo. Massagem cardíaca, desfibrilação, respiração boca-a-boca. o que for possível...
Por Deus.Por favor. Por tudo. Não deixem esse sentimento morrer.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

DAemNADA

Meus versos tratantes
Querem teu olhar a qualquer custo
Pra contemplar seu jeito robusto
Que embala meus sonhos a todo instante.
Meus versos, cansados
Te querem ao lado
Entre beijos
Diminuindo a fadiga
E aumentando desejos.
- Vagabundos! resmungo.
- Devo estar doida! assumo.
Mas meus versos apenas amam
E clamam
Por desordem em pensamentos
Exaltando e aspirando sentimentos.




p.s: Agora releia o título. ;)

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

O rito necessário do encontro

“(…) No dia seguinte o principezinho voltou.
- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração… É preciso ritos.
- O que é um rito? perguntou o principezinho.
- É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa. É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, possuem um rito. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira então é o dia maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores dançassem qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu não teria férias! (…)”

(Antoine Saint-Exupéry, “O Pequeno Príncipe”)


Nunca parei pra pensar de onde vem certos costumes. A verdade é que quando eu parei pra reparar eles estavam ali: instalados, e hoje o meu maior hábito é esse: de tornar as coisas mais especiais em rito.
Lembro-me de quando eu era menor, sempre usava roupas novas nas melhores ocasiões - isso incluía desde a calcinha até os brincos. Tudo tinha que ser usado pela primeira vez ali, talvez para trazer sorte e carregar pra sempre lembranças boas. De segunda à sexta pela manhã quando calço o sapato, fico pensando nas coisas boas que irão fazer parte do meu dia - que é o que me faz arrastar o dia bem humorada. Com minha amiga tenho milhares de ritos, mas o principal é o de chegar depois do final de semana - no primeiro instante - e contar com detalhes tudo o que ocorreu, sem deixar passar nada. Tenho vários outros, mas escrevo por último (mas não menos importante) o meu atual costume que é o de todas as noite pedir para ele sonhar comigo - pode até parecer meio piegas, mas te garanto que é esse pequeno gesto que engrandece a situação e aumenta a admiração.
Pode até ser um leve sintoma de TOC, mas hoje eu sei que tem certas coisas que eu preciso de doses repetidas, sempre como se fosse da primeira vez.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Classificado

Vende-se URGENTEMENTE um poço de problemas. Não se sabe o certo da profundidade, por não querer esperar o tempo passar para descobrir. Enorme capacidade de gerar problemas pequenos, médios, grandes, com namorado, com mãe, escola, amigo-irmão, vestibular, futuro e em fazer redação. Se o poço for bem explorado, tem capacidade de gerar problemas por mais ou menos 55 anos. Estudo proposta de venda ou troca por qualquer coisa, com tanto que não dê dor de barriga. E se alguém achar que vai ser enganado, cedo inteiramente de graça ao primeiro interessado.
Caso a tratar DESESPERADAMENTE com a proprietária. E se demorar de atenter o telefone, por favor, insista na ligação, porque posso estar ocupada resolvendo algum problema novo.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Esperto pra cachorro!

Vai ficar pra sempre
O amendoado dos seus olhos 'vira-lata' na minha mente.
O balanço do rabo,
O desejo por minha comida
Minha alegria garantida.
Vai ficar o carinho
A presença leve, pequena...
O meu primeiro sobrinho.
Vão ficar vários corações vazios
Lembranças cheias
E olhos derramando lágrimas a fio.
No final, tudo vira saudade.
Eu sei que cachorros não foram feitos pra voar, mas voa...que anjos especiais como você foram feitos pra isso mesmo! ;)

Para Duque, com carinho.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Sentimento bruto.

Vivem pensando que eu escrevo a mesma coisa sempre.
Mas eu não tenho vergonha do que sinto

Pois possuo tudo
E gosto dessa liberdade em que vivo
Qualquer tipo de palavra é o meu domínio sobre o mundo.

E isso tudo é o que me faz forte
Me faz inteira
Me faz verdadeira
Não tenho nenhuma vergonha em confessar o que acelera meu coração
O que aflige as certezas
O que fala mais alto que a razão - não tenho não!
Guardo no meu peito o que é claro:

Se amo, me entrego. Se gosto, declaro.

Ás vezes me julgam boba, tola

Com essa fraqueza de ser ou incapaz de me conter
O problema é meu - e o sentimento também.
Não haverá restrições na minha mente para o que se sente com a alma
Vira lei no fundo do peito:

Guardar só o que for bem feito.
Não ponho meus pés no chão (pois piso em nuvens)
Com toda essa paixão.

Mas nem todos que leem entendem
Dizem que é tudo falso
E que devo ser menos transparente.

Não vou expor sentimentos imundos
Sou movida sempre com paixão
Sou um coração batendo no mundo.


*Frases em itálico são de Clarice Lispector*

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Medo que dá medo do medo que dá

Vende-se uma grande coleção de medos, em perfeitas condições. Única dona, que os coleciona desde novinha. Um pequeno medo de ficar sozinha, acompanhada de uma garganta meio rouca pelo uso assistindo filmes de terror, medo de escuro, medo da dor. Grande medo de instrumento cortante, formado por uma lâmina e um cabo - em quatro letras, uma FACA.
Será também aceitas trocas por sorrisos que causem uma leve taquicardia para que não se sinta dor ou até mesmo pagamentos em comida..ops, esqueci que também há aquele pequeno medo de engordar.
Caso a tratar diretamente com a proprietária - mas somente em lugares escondidos, por ela ter medo de ser observada.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Não necessariamente nessa ordem...

Te venero. Te adoro. E de tanto gostar odeio. Me afasto. Me corto. E volto. Te a..! Brigamos. Me engano... E fujo. Resolvo. Ressurjo. (Como fenix de desenhos animados. Das cinzas de mais um dos seus cigarros). Novamente te acho. Me descubro e me encaixo. E creio. Sem freio. Sonhando. Acrescentando. Provando. Querendo. Gostando. Rimando. (Em um devaneio)

domingo, 16 de agosto de 2009

Dad

Há meio século, vinha ao mundo o homem que aos 31 seria meu pai. Que seria meu heroi quando fosse criança, minha melhor compania e parceria quando me tornasse adolescente, alguém que eu aprenderia a aceitar do jeito que é e amar incondicionalmente - meus melhores beijos de boa noite durante 18 anos.
Nosso amor sempre se dar pelo simples fato da nossa compreensão em tudo. Por eu ter nascido em um domingo de carnaval, ele sempre fala que eu fui a sua melhor festa. E por ele me amar tanto, apesar das teimosias e tudo mais, meu melhor presente é ser sua filha.
Eu deixo claro a todos quanta admiração eu sinto por ele, meu primeiro e verdadeiro amor.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

'I don't believe that anybody/Feels the way I do about you now'

Então vou te escrever em silêncio - cheios de desabafos e sentimentos escondidos. Como aqueles que ficam ao telefone no término dos assuntos ou que nascem do dia cansativo. Daquele que brota junto a saudade...
Mas esse será um silêncio demorado, que deixa minhas frases mais perdidas e me deixa aflita de tanto anseio (essa é a parte que odeio), decorado de tanto clichê - meio banal - certezas não ditas, lições de moral.
Estou logo avisando: vou te escrever em silêncio. Pra que você me decifre apenas olhando (como é de costume) e não achar que está tudo em branco.




p.s: E eu já descobri o porque do seu silêncio, nem as palavras querem se separar do afago da sua boca.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Novas descobertas

Ultimamente tenho notado que por todo lugar que passo uma coisa nova se junta ao meu eu. Uma sensação grande vem me tomando aos pouquinhos. Reconheço os que me querem bem apenas em conversas - de maneira leve - e vejo que são o contrário do que eu esperava. Gosto de ver as pessoas ao meu redor, novas na minha vida, agradáveis e cheias de histórias para compartilhar - principalmente me acrescentar. E eu acabo guardando cada palavra dita, às vezes nem tudo é do meu agrado, mas tudo me preenche. Isso tem me acontecido bem, ando fazendo minha coleção: Dos que me querem bem. Um ritmo saboroso vai tomando a minha dança e começo a entrar no compasso e cada passo me leva a um lugar destindo cheio de coisas interessantes.
Embora eu ainda seja um pouco insegura, aprendi a me divertir e sorrir no fazer dessas escolhas, aproveitando de tudo que elas me reservam.Tudo isso é uma grande alegria, sinto que como um albúm vão me completando e feito um livro me desvendando.